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terça-feira, 28 de outubro de 2014

As eleições passam, mas a política fica


Essas eleições nos mostraram vários comportamentos, alguns repulsivos, outros admiráveis. Como há tempos não se via, homens, mulheres e crianças se mostraram com discursos inflamados, defendendo veementemente seus candidatos, mais precisamente, seu candidato(a) à Presidência da República. Xingamentos, discórdia, dúvidas. Podemos dizer que finalmente a política começou a fazer parte da nossa pauta de conversas rotineiras? Podemos dizer que o país está cada vez mais politizado? São questões a se refletir.

Apesar de todas as discussões, o que se viu foi intolerância em vários aspectos, antes e depois do resultado final, que reelegeu a atual presidente. Antes quando uns tentavam convencer os outros de que seu candidato era melhor ou menos pior. Depois quando se procurou culpados e voltou à tona a incitação à violência já vista nas eleições de 2010. Disso também podemos abstrair algumas reflexões.

Eleitores que não são filiados a nenhum partido, não acompanhavam os trabalhos dos políticos deste ou daq uele partido começaram a ler notícias e compartilhar textos e vídeos pelo Whatsapp daqueles que também votariam em seu candidato. Nesta guerra, opiniões já não eram respeitadas, pois se fosse a mesma opinião de um dos candidatos, seria um erro absurdo e imperdoável. Como torcedores apaixonados (por que não dizer cegos?) pelo seu time de futebol, vimos discussões que não poderiam levar a lugar nenhum, pois não havia uma escuta analítica, mas uma briga para impor o próprio voto ao outro.

Parece que mais uma vez demos razão ao ditato que diz que religião, futebol e política não se discutem. Será? Com respeito às diferenças, discussões são saudáveis e têm apenas a contribuir com nosso conhecimento acerca dos mais variados temas. Percebemos que também deveria contribuir com nossa maleabilidade, parcimônia e condescendência. E vem a principal questão: será que estamos realmente prontos para analisar criticamente fatos políticos, aceitar diferenças e compreender as razões do outro ao fazer uma escolha; a sua escolha?

Poderíamos falar de ignorância, no mais genuíno sentido da palavra, quando pensamos em desconhecimento, mas esquecemos de dizer que tudo possui um lado bom e outro ruim. Não temos salvadores da pátria, ainda que alguns estejam esperando por ele. Não se muda um país apenas com um governante. Mas, sobretudo, não evoluiremos como nação enquanto não conseguirmos estabelecer um diálogo aberto em vez de um chuva de farpas; enquanto nosso discurso preconceituoso não nos colocar para enxergar além dos próprios interesses; enquanto nossa arrogância suplantar a busca por conhecimento; enquanto ensinarmos nossos filhos que ganhar no grito ou tirar vantagem quando possível é sinal de esperteza; mas finalmente quando votar significar para todos uma decisão séria e não um passeio ao circo.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Curso de Atualização em Terapia Sexual

Para profissionais que buscam lidar com questões de sexualidade no consultório.

Duração: 20h em uma semana, de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h
Datas: 26 a 30 de janeiro de 2015
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Até 15 de dezembro 2014 - R$ 1000,00 (mil reais)
Após 15 de dezembro 2014 - R$ 1.150,00. (mil cento e cinquenta reais)
Inscrições: Até 15 de Janeiro de 2015

Instituto Paulista de Sexualidade
Rua Angatuba, 370 – Pacaembu
CEP: 01247-000 - São Paulo - SP
Telefone: (11) 3662-3139

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Curso: A clínica psicanalítica


segunda-feira, 4 de novembro de 2013


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Como deixar filhos melhores para esse mundo



Quem já se deparou com uma criança mimada, mal educada e mandona na sua própria família ou entre os filhos de amigos levanta a mão. Agora já pode baixar e pensar em como lidar com isso. É claro que manual para ser pai e mãe não existe e erros sempre existem. O problema é que uns erram bem mais que outros e determinados erros têm efeito duradouro e não permanecem inocentemente no comportamento infantil, mas passam a fazer parte da formação de um futuro adulto. Por que sim, nossas crianças se tornarão adultos. E para isso devemos criá-las: para serem adultos saudáveis. Independentes, seguros, determinados, decididos, inteligentes, solidários, amorosos, pacientes, altruístas, enfim, maduros.
O que percebemos hoje é uma inversão de valores e pais que se sujeitam a serem comandados por seus filhos. Afinal, alguém sabe me dizer desde quando passou a ser mais importante ter um vídeo game de última geração do que tirar notas boas na escola? E pior, alguém por acaso entende porque um pai acredita que o vídeo game de última geração substitui seu carinho ou seus ensinamentos de pessoa mais velha? Percebemos que cada vez menos pais conseguem passar valores de respeito pelo próximo a seus filhos, e são estes que passarão a seus filhos e assim por diante. Estaríamos criando uma nação de egoístas?
Se seu filho chora para que você não saia de casa e você simplesmente não sai, se chora porque quer guloseimas e consegue facilmente, se grita porque quer um brinquedo e já se vão vocês, pais, para a boca do caixa, o que estamos ensinando a eles? A lição é só uma: me irrite que você consegue o que quiser de mim. Mas na vida real não é assim que funciona. Se um adulto irrita a esposa, provavelmente não conseguirá tudo dela. Se irrita o chefe, talvez consiga uma bela demissão. Será que estes pais realmente acreditam que é uma fase, que o que eles ensinam na infância vai passar e nada disso permanece na construção da personalidade deste indivíduo quando adulto?
A triste notícia é que acreditando ou não, vai permanecer sim! Se não damos limites a nossos filhos, provavelmente eles serão também adultos sem limites. Se não ensinamos desde pequenos que devemos dividir nossas coisas, é mais fácil se deparar com adultos egoístas. Se não ensinamos a brincar em equipe, a respeitar os animais, a natureza, as pessoas, não podemos esperar muito destes adultos, afinal nossos primeiros professores na vida são nossos pais. São os mais importantes, os mais presentes, mesmo quando ausentes, porque a ausência também ensina. Ensina sobre o amor não dado, a importância não dada, a rotina não vivenciada. Ou seja, não ensinamos apenas quando fazemos, mas também, e muito, quando não fazemos.
Quando não repreendemos ao ver nossos filhos falando palavrões, destratando um empregado, machucando um animal, sendo grosseiro com coleguinhas... A violência e a omissão são extremos, mas estão juntas no topo das piores formas de educar uma criança.
Inspirada na lista do pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, comento abaixo 10 dicas do que não devemos fazer na criação de nossas crianças. Talvez ajude aqueles pais que fizeram você levantar a mão rapidamente no início do texto.
1 – Não rotule seu filho de pestinha, chato, lerdo ou outro adjetivo agressivo, mesmo que de brincadeira. Isso serve muitas vezes como um reforço para que ele continue com esse comportamento. Mas não o rotule de nada negativo, pois a palavra dos pais tem muito poder, para a criança é uma verdade absoluta, e mesmo que ela não seja, se sentirá como tal.
2 – Não diga apenas sim. Os nãos e porquês fazem parte da relação de amizade que os pais querem construir com os filhos. Pais que acatam tudo além de não determinarem a autoridade que têm sobre eles, fazem com que eles pensem que podem tudo, e na vida real não será assim.
3 – Não pergunte à criança se ela quer fazer uma atividade obrigatória ou ir a um evento indispensável. Diga apenas que agora é a hora de fazer. Não é a criança quem tem que decidir sobre o que os pais consideram melhor para ela, ela é apenas uma criança, se têm pais que não conseguem decidir coisas importantes por ela, que espécie de adulto aprenderá a ser?
4 – Não mande a criança parar de chorar ou dê imediatamente um brinquedo novo ou um doce. Pergunte e tente entender o motivo do choro ou abrace-a carinhosamente. O choro e a tristeza fazem parte de nossas emoções e não devemos reprimir a criança de externá-las, mas encarar a realidade que lhes trouxe tal sentimento.
5 – Não diga que a injeção não vai doer, porque você sabe que vai doer. A menos que seja gotinha, diga que será rápido ou apenas uma picadinha, mas não engane. Não há nada pior que não confiar nos próprios pais. Afinal, se eles não são de confiança, quem mais será neste mundo cruel?
6 – Não diga palavrões. Seu filho vai repetir as palavras de baixo calão que ouvir. E se, ao repetir, você não repreendê-lo, ele será uma das crianças que muitos chamarão de mal educada.
7 – Não ria do erro da criança. Fazer piada com mau comportamento ou erros na troca de letras pode inibir o desenvolvimento saudável. Você errou muito antes de saber tudo que sabe hoje. Seu filho pode aprender ainda muito mais que você, e provavelmente vai fazê-lo, mas tenha paciência e carinho nesse processo, um passo de cada vez.
8 – Não diga mentiras. Todos os comportamentos dos pais são aprendidos pelos filhos e servem de espelho. Quando você mente, ensina que com mentiras nos protegemos e conseguimos o que queremos facilmente, em vez de encarar honestamente nossos próprios erros ou medos. Se este é um valor que você aprendeu, talvez precise repensar seus próprios valores antes de repassá-los aos seus filhos.
9 – Não diga que foi apenas um pesadelo e mande voltar para a cama. As crianças têm dificuldade de separar o mundo real do imaginário. Quando acontecer um sonho ruim, acalme seu filho e leve-o para a cama, fazendo companhia até dormir. Brinque com a fantasia dele, use sua criatividade, mas observe seus medos, se eles são sintoma de ansiedade ou de chantagem para que você fique mais na cama dele que na sua.
10 – Nunca diga que vai embora se não for obedecido. Ameaças e chantagens nunca são saudáveis. Principalmente quando não são cumpridas. Se você ameaça esteja pronto para cumprir, ou sua palavra não será levada em conta em uma próxima vez.

Afinal, filho precisa de presença e não de presente. Uma criança que vive em um meio familiar sadio tem muito mais chance de formar uma família sadia no futuro, pois saberá o significado disto. Saberá distinguir quais as relações mais importantes na vida e quais valores admirar naqueles que escolhe para serem amigos ou companheiro. Ensinar desde cedo pode dar trabalho, mas nos poupará muita preocupação no futuro. Acredite: quanto antes, melhor. Deixando crianças melhores para esse mundo já estaremos deixando um mundo melhor para elas mesmas.




domingo, 15 de setembro de 2013

Lançamento Cumplicidade Virtual em São Paulo




Fiquei muito feliz em rever vários amigos queridos no lançamento do Cumplicidade Virtual. Sei que muitos que não estavam em São Paulo ou não conseguiram ir também estavam lá comigo em pensamento. Obrigada a todos pela presença!


 
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